Évora-mª helena

[Published in Ivo Castro & Inês Duarte (org.), Razões e emoção. Miscelânea de estudos em homenagem a Maria Helena Mira Mateus, 2. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2003, pp. 7-18] MUDANÇA ANALÓGICA E ELEVAÇÃO DAS VOGAIS PRETÓNICAS Consultando a bibliografia sobre fonética e fonologia do vocalismo pretónico em português, nota-se logo uma bifurcação temática conforme estejamos a consultar estudos de autores que tratem do português europeu ou daqueles que tomam como objecto o português do Brasil. Com efeito, a descrição e compreensão do vocalismo pretónico do português europeu tem gerado, por um lado, estudos diacrónicos, tentando-se datar um fenómeno de elevação que as fontes testemunham com muita ambiguidade (Révah 1958, id. 1959, Teyssier 1966, id. 1982/1980, Carvalho 1984/19621, id. 1984/19622, Hart 1955, Martins 1985); por outro lado, ao nível da sincronia, as vogais pretónicas são incluídas no tema geral do vocalismo não acentuado, falando-se deste em termos prosódicos, uma vez que a sua redução contribui para o reforço da proeminência das vogais acentuadas (ex: Viana 1990) e, já no âmbito da fonologia generativa, propõem-se regras de derivação segundo as quais o vocalismo átono sofre geralmente um processo de elevação e de O português do Brasil tem, em contrapartida, provocado investigações que se concentram na envergadura dialectal, social e estilística do processo da harmonização vocálica e nos factores segmentais e suprasegmentais que desencadeiam (com variação) esse tipo de assimilação (Bisol 1981, Maia 1986, Callou & Leite 1986, Viegas 1987, Callou, Leite, Coutinho & Cunha 1995, Leite, Callou & Moraes 1996 - factores segmentais e Passos & Passos 1984 - factores suprasegmentais). As regras que determinam as representações pretónicas de superfície das duas variantes, europeia e brasileira, do português, percebe-se logo por estas referências que são de natureza diversa, e está generalizada a convicção de que o caso brasileiro continua uma fonologia que era a portuguesa quinhentista, até porque os crioulos africanos de base portuguesa vêm arrumar-se ao lado do português do Brasil na manifestação do fenómeno da harmonização vocálica e na insubmissão à regra geral da redução (Carvalho 1984/19622, Ferraz 1978, id. 1984, Martins 1985). Nesta comunicação, queria sugerir algumas passagens que talvez faltem à versão canónica da história do vocalismo pretónico português e que, uma vez narradas, permitem adensar-lhe o enredo. Tendo trabalhado nos últimos anos com documentação portuguesa seiscentista que tem a particularidade de trair com extrema candura as propriedades articulatórias das realizações orais coevas, pôs-se-me o problema de alinhar no que se tem dito sobre vocalismo pretónico a rebeldia dos dados de arquivo que estava a encontrar. A tese canónica sobre a evolução do vocalismo pretónico, para esclarecimento da minha 1. O português antigo apresentava variação na realização dessas vogais na medida em que algumas delas (/e/, /e/, /o/, /o/) podiam surgir assimiladas por elevação ao timbre da vogal seguinte, acentuada ou não acentuada (Huber 1985/33, Williams 1975/1938). Este processo de harmonização vocálica, segundo se crê, manteve-se actuante até ao início da colonização dos arquipélagos africanos e do Brasil porque tanto os crioulos africanos de base portuguesa como o português do Brasil têm nas suas gramáticas a regra da harmonização. A antiguidade do mesmo processo está além disso provada pela sua resistência nos dialectos galegos (Martins 1985). 2. Por muito que se escrutinem as descrições dos gramáticos e ortógrafos da Idade Moderna portuguesa, a primeira vez que é inequívoco o reconhecimento de uma redução geral do vocalismo pretónico já está bem andado o século XVIII (Paul Teyssier refere a lista de erros apresentada por Frei Luís do Monte Carmelo no seu Compendio de Orthografia de 1767, não deixando de mencionar um testemunho isolado de variação quanto à realização da pretónica /o/ como [u] numa gramática de 1682 - Teyssier 1982/1980). 3. Uma redução que hoje se apresenta sistematicamente integrada na do vocalismo pretónico do português europeu é a das vogais átonas finais (e postónicas, no caso das formas proparoxítonas). Não assim historicamente, uma vez que são medievais (talvez até do século XIII - Martins 1985) as primeiras grafias que provam a ocorrência de vogais altas em sílaba final não acentuada. Apesar do desnível cronológico com que a redução começou a actuar nos dois contextos (o final e o pretónico), a verdade é que a gramática portuguesa europeia em todos os seus dialectos (continentais, insulares) parece ter como gatilho para a elevação um simples contexto prosódico (desde Gonçalves Viana, em finais do século XIX, jamais tem sido negada a sistematicidade geográfica com que o processo da elevação das átonas se manifesta). 4. Não se podem ignorar, no português europeu contemporâneo, as palavras cujas pretónicas se não submetem a redução; pertencem a este conjunto aquelas átonas que em termos sincrónicos ocorrem em contextos que bloqueiam o processo (posição inicial absoluta - hospital -, antes de lateral homossilábica - saltar -, antes de glide - pautar - e as que integram vocábulos resultantes de um processo de formação de palavras que lhes permite ter dupla acentuação - mazinha, somente (Mateus 1990). Mas há também as excepções aparentemente inexplicáveis do ponto de vista sincrónico, que pertencerão àquele léxico cuja história o condenou à manutenção de vogal baixa em posição pretónica (por crase antiga credor ou por origem erudita actor - id. ibid.). Ao lado destas excepções, há que contar contudo com a variação ao nível do vocabulário recente, porque em empréstimos tanto podemos ter v[a]cina como v[ ]cina, em compostos com radicais neoclássicos há pr[ ]tagonista e pr[u]tagonista, digl[ ]ssia e digl[u]ssia, em nomes próprios formados por acronímia há S[ ]n[ ]sol e S[u]n[a]sol, em antropónimos há V[a]nessa e V[ ]nessa, C[a]rina e C[ ]rina. Sobre excepções ou variação em contexto final, não há, contudo, qualquer caso a assinalar. Para não perder tempo, eis o que quero dizer: que entre tudo isto se pode tentar estabelecer uma relação se integrarmos os fenómenos que tenho vindo a descrever na teoria da mudança linguística. (Aproveito sobretudo as propostas de Paul Kiparsky, autor que continuamente testa a renovação da teoria fonológica nos casos conhecidos de mudança, revendo ao mesmo tempo o que já poderia estar na mente de teóricos mais antigos desde os Neogramáticos a Saussure e a Jakobson. Kiparsky desconfia, por exemplo, da teoria da difusão lexical, dizendo que ela é afinal uma analogia bem comportada porque ambas partilham as características de se generalizarem contexto a contexto e palavra a palavra em cada novo contexto, de serem, quanto à escala, quânticas (ou seja, descontínuas) e não gradientes,de terem uma origem endógena, uma velocidade lenta e de provocarem a generalização de regras (mas não a criação de novas regras), mantendo-se inoperantes, contudo, ao nível do inventário de sons e fonemas e ao do vocabulário, que não acrescentam. Para além disso, defende Kiparsky que as propriedades atribuídas à difusão lexical se tornam em grande parte se se aplicar o conceito de subespecificação oferecido pela fonologia Os conceitos teóricos de linguística histórica que me servem neste caso das pretónicas são o de analogia precedida de reanálise e, marginalmente, o de substrato. Torna-se efectivamente provável que a antiga elevação do vocalismo átono final português tenha desencadeado um processo de reanálise de regras complexas, orientado para simplificação da gramática, e que resultou no cancelameno da regra da harmonização vocálica, sobrevivendo ambos contudo durante centenas de anos porque a analogia se caracteriza pela lentidão com que actua. Por outro lado (mas sobre isso pouco falarei agora) uma gramática que, por reanálise, contivesse uma regra geral de elevação em ritmo de progressão analógica, convivendo com a regra, que se ia cancelando aos poucos, da harmonização vocálica, ao ser aprendida por falantes de língua materna onde bastante actuava a mesma harmonização, podia ser reestruturada no sentido da gramática antiga (estou a falar dos falantes africanos de línguas do grupo niger-congo, sobretudo os bantus que têm nas suas línguas harmonização tanto no eixo articulatório vertical como no horizontal). Documentação para estas propostas: A) Desde o século XV, há nos textos indícios de que a harmonização, que na Idade Média oferecia exemplos assimilatórios como os alinhados por Joseph Huber (aligria, divia, escriví, firir, irmitã, lidice, miriçimento, mizquinho, mintira, nimigalha, obidiente, paricia, pidir, pirdiçom, siguir, siia, spicialmente, viir, vilhiçe, vistir, supultura, cunuçuda, curdura, custume, fremusura, Purtugal - Huber 1985/1933), começava a conviver com um processo de sentido contrário, de dissimilação. Vejam-se as formas que aparecem em documentos originais do Norte e Sul de Portugal editados por Ana Maria Martins (Martins, 1994): Grafias para dissimilação entre duas vogais altas etimológicas ocorrendo em sílabas vizinhas
(a partir de documentos escritos no Noroeste de Portugal e na região de Lisboa - Martins 1994)
Mosteiro
Estou aqui a assumir que esta dissimilação se deu apenas no sentido velar, ganhando a vogal dissimilada o traço [+rec]; terá havido, portanto, a aplicação de uma regra responsável pela Interpretando estes dados, pode-se alegar que em contexto prosódico pretónico, começavam a aparecer, nos séculos XV e XVI, muitas palavras com vogal elevada: as que tinham o traço [+alt] logo subjacente, sujeito ou não a uma regra de dissimilação (tirar, buraco, relegioso), e as que partiam de uma representação subjacente que por derivação assimilatória recebiam esse mesmo traço (exemplos da harmonização vocálica. Iam coincidindo, assim, articulatoriamente, as novas realizações em contexto pretónico e as já velhas realizações elevadas da átona final. Não parece abusivo presumir que se reanalisasse cada átona pretónica elevada como sendo desencadeada principalmente (e já não secundariamente) pelo seu traço prosódico, à imagem do que acontecia regularmente em posição final. Ou seja, por reanálise do contexto átono final e do pretónico como contextos prosódicos simplesmente não acentuados, com vogais de duração inerentemente breve, puderam simplificar-se as regras que lhes aplicavam processos de elevação. O fenómeno ter-se-á então generalizado a todas as inacentuadas, mesmo as postónicas, mas ao ritmo lento e à escala descontínua da analogia. A dissimilação pôde, no entanto, continuar activa por envolver B) Observe-se agora outro tipo de documentação: - Temos em Portugal fontes que são textos originais, redigidos por autores semi-analfabetos (designo-os por mãos inábeis) e consistem em cartas privadas, rezas de feitiçaria (memoriais de conjuro), folhetos difamatórios (pasquins) e denúncias. Reuniu-os a Inquisição portuguesa durante o século XVII e o seu arquivo justificava-se, na época, por terem o valor de prova material na instauração de processos por parte das Mesas da Inquisição de Coimbra, Lisboa e Évora. Os crimes que poderiam provar tinham uma tipologia heterogénea, que ia do judaísmo à feitiçaria (estes eram os mais frequentes), ao desrespeito pelo Santo Ofício, à bigamia, sodomia, adultério e bestialidade. Mesmo que a Inquisição não promovesse autos contra autores de todos estes crimes, recebia constantemente provas que os inculpavam. O conjunto é constituído por 99 textos de extensão muito variável (aqui uso apenas 30 deles) que foram seleccionados por a uma caligrafia elementar juntarem soluções gráficas reveladoras de um domínio hesitante das convenções da época. Quero com isto dizer, simplesmente, que têm muitos erros de ortografia, daqueles que não se explicam por as convenções gráficas antigaa (da Idade Média e da Idade Moderna) não terem tido a uniformidade que têm as duas ortografias contemporâneas do português. São erros que demonstram aquela criatividade de quem está (ou ficou) num grau muito limiar de aprendizagem da escrita e que é obrigado a tirar partido da consciência fonológica que construiu ao aprender o alfabeto para resolver os sucessivos problemas de transcrição postos por palavras com estruturas silábicas complexas, ou com sons consonânticos e vocálicos sem correspondência biunívoca com uma as poucas letras do alfabeto latino. Por exemplo, transcrever sílabas fechadas como as de mil ou ter constituía um problema de identificação hierarquizada dos segmentos, bem manifesto nas grafias mli e tre; ou então, identificada a letra correspondente à consoante da coda silábica, lá ficava no texto a marca da penosa soletração: aelfaate; tentar transcrever sílabas com ataque ramificado podia ter como resultado abirl, abiru, atars, bars, cira, conpirr, garm, madarsta ou ters. Finalmente, escrever a fricativa pré-palatal surda, oriunda da simplificação da africada, dava hesitações entre a letra x do som [ ] etimológico, o dígrafo ch de [t] simplificado e a letra -s de [ ], som próprio de consoante de coda já em processo de palatalização; da hesitação resultavam compromissos como os de raxhar, xhão ou bischa (Marquilhas 1996). Mas a criatividade dos inábeis toma também outro rumo, traçado pela excessiva generalização do princípio fonográfico contido no sistema da escrita alfabética. Hoje em dia, os psicolinguistas que estudam a aquisição da escrita publicam listas de erros de estudantes que traem, pela generalização fonográfica, a típica fonologia do português. A regra da elevação do vocalismo átono final, por exemplo, dá formas escritas por crianças de 7, 8 e 9 anos como martelare, senhore, chovere e a do vocalismo átono pretónico formas como rsolveu ou ademirado (Pinto 1998:173-alunos do Porto). Chama-se tradicionalmente hipercorrecção a esta atitude escribal e são hipercorrecções iguais às do português contemporâneo as que se encontram nas mãos inábeis portuguesas do século XVII do norte ao sul do reino - exs: terazeiro (traseiro), Ceristam (cristão), esteraguado (estragado), teratar (tratar), teres (três), anderade (Andrade), mereCe (mercê), foremos (formos), seremos (sermos). – id. Há uma sobreutilização da letra <e>, provando que o "e mudo" existia indubitavelmente no inventário dos sons ouvidos por personagens que o transcreveram exactamente da mesma forma que fazem hoje as crianças da escola ou os autores de graffiti que Mas ao lado das grafias de mãos inábeis que provam a elevação das átonas /e/, //, /o/, // não finais, há aquelas que podem ser lidas como transcrição do processo antigo da harmonização – exs.: primita, filises, siruido, susidido, minina, mitida, pirsiguindo. (id). Esta era, pelos vistos, a época em que descontinuamente, lentamente, a elevação sistemática do contexto átono final se estendia, palavra a palavra, ao contexto pretónico. A razão pela qual podemos acreditar nessa descontinuidade e lentidão é-nos dada pela anarquia que parece reinar na expansão do vocabulário português: neologismos com dezenas de anos, como telefone, televisão, automóvel ou aspirina têm redução das átonas pretónicas, mas outros mais recentes, como teletexto, telemóvel, autoestrada ou aspegic não incorporam o processo. O contexto final, comportando-se como aquele em que se originou a elevação, esse não desacelera a regra, como mostram os nomes próprios de automóveis e de medicamentos: (Opel) Astra, Broncodiazina, Cordarone, (laca) Fiero, (Opel) Combo, (Renault) Twingo, (Citroën) Saxo são formas novas, mas com elevação sistemática da átona final. Sobre este tema, já está formada a ideia de que haverá factores morfológicos condicionando os falantes a optarem pela não-elevação de nomes de empresas e serviços públicos. Num trabalho publicado por Viana et al. em 1996, admite-se que estará frequentemente em causa os falantes reconhecerem, nesses nomes novos, formas morfologicamente compostas, sendo assim conduzidos, depois de hesitarem, para uma estratégia de dupla acentuação. Mas uma interpretação morfologicamente orientada não cobre todos os casos de não-elevação de pretónicas que o português europeu nos oferece, nem a variação que a esse nível se manifesta. Deixando para outra ocasião implicações e complicações desta cronologia relativa, proponho, para já, que se considere que pelo menos no início do século XVII, e em dialectos diversos do reino, estava em curso um processo de reanálise que ia obrigando o vocalismo átono pretónico a submeter-se analogicamente a um processo de elevação. De um contexto em que a elevação era sistematicamente previsível (o átono final), partiu uma regra que se foi estendendo numa base casuística a todos os outros contextos não acentuados. Cada nova palavra criada em português ainda hoje resiste nas suas pretónicas à submissão sistemática a essa regra porque ela terá sido originalmente desenhada para outro tipo de vogais átonas. BISOL, L., 1981, Harmonização Vocálica. Rio de Janeiro, Faculdade de Letras da UFRJ (dissertação policopiada). CALLOU, D. e Y. Leite, 1986, «As vogais pretônicas do falar carioca», Estudos Lingüísticos e Literários, 5, pp. 151-162. CALLOU, D., Y. Leite, L. Coutinho e C. Cunha, 1995, «Um problema na fonologia do português: variação das vogais pretônicas», C. Pereira e P. Pereira (orgs.), Miscelânea de Estudos Lingüísticos, Filológicos e Literários In Memoriam Celso Cunha. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, pp. 59-70. CARVALHO, J. G. 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Source: http://www.clul.ul.pt/files/rita_marquilhas/vora-M_Helena.pdf

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HAND INFECTIONS: GENERAL INFORMATION KEY FIGURE: Hand infections are relatively common problems. Seemingly minor in-juries can sometimes lead to significant infections. Proper treatment isvital to prevent long-term disability. Cellulitis vs. Abscess Cellulitis is a diffuse infection of the soft tissues. No localized area of pus can be drained. The affected area is described as indur

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